Aluno é agredido dentro de colégio militar e sofre fraturas no rosto
Estudante de 13 anos foi atingido por vários socos e precisou ser levado de ambulância ao hospital; governo determinou afastamento de comandante e expulsão do agressor
Um estudante de 13 anos do Colégio Militar Dom Pedro II, no Distrito Federal, foi agredido por um colega de 14 anos em 4 de agosto. A vítima, que cursa o 7º ano, sofreu múltiplas fraturas no rosto e precisou ser encaminhada de ambulância ao Hospital Alvorada.
Segundo relatos, os alunos jogavam handebol fora da escola e, após a partida, continuaram brincando no vestiário. Durante uma troca de bolinhas de papel, o estudante apontado como agressor teria perseguido a vítima, derrubado o colega e desferido vários socos em seu rosto. A agressão só teria terminado após a intervenção de dois monitores.
A vítima relatou que não reagiu por temer consequências disciplinares, já que o colega seria filho de um oficial de alta patente do Corpo de Bombeiros.
Exames médicos apontaram fratura multifragmentada do osso nasal esquerdo, desvio do septo nasal para a esquerda e pansinusopatia, sem sinais de processo inflamatório agudo.
O aluno apontado como autor da agressão é filho de Gilberto Hideki Ueda, comandante do Corpo de Alunos do colégio. Após tomar conhecimento do caso, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou o afastamento do comandante e a expulsão do estudante envolvido na agressão.