Turista italiano é preso após chamar cantora de “escrava”
Homem de 53 anos também é suspeito de importunação sexual e ofensas contra funcionários durante apresentação no Morro de São Paulo
Um turista italiano de 53 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (5), no Morro de São Paulo, em Cairu, no litoral da Bahia, após chamar de “escrava” a cantora Renata Nascimento, de 32 anos, durante uma apresentação musical. Ele também é suspeito de importunação sexual e de ofender funcionários do estabelecimento.
Segundo Renata, o homem estava embriagado e passou a importuná-la durante uma apresentação de voz e violão. A gerente do local já havia orientado os funcionários a não venderem mais bebidas alcoólicas ao turista por causa do comportamento dele.
De acordo com a cantora, o homem apontou o celular para ela e a chamou de “escrava” duas vezes. Depois, aproximou a cadeira e fez perguntas de cunho sexual, incluindo qual seria o “valor” dela, além de afirmar que a artista pertencia a ele. Parte da abordagem foi registrada pela própria vítima.
O turista também teria ofendido outros funcionários, incluindo um garçom negro, a quem teria feito comentários sobre a cor da pele e declarações de superioridade. Barman e clientes também teriam sido alvo das ofensas.
A polícia foi acionada por volta das 18h30. Como a delegacia de Morro de São Paulo estava fechada, a ocorrência foi inicialmente comunicada por meio de um canal de WhatsApp da polícia. Equipes da Polícia Militar chegaram ao estabelecimento por volta das 19h.
Segundo Renata, o homem também desacatou os policiais e acabou algemado. Como era necessário formalizar o registro em uma unidade de plantão, vítima, suspeito e agentes seguiram de lancha para Valença.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia Territorial de Valença. O turista foi autuado em flagrante por importunação sexual e discriminação racial.
Após o episódio, Renata afirmou que decidiu denunciar o caso para incentivar outras vítimas de racismo e assédio a procurar as autoridades. Ela também recomendou que possíveis vítimas preservem provas, como vídeos e outros registros das agressões.