Empresário preso por matar gari recebe autorização para fazer faculdade EAD na prisão
Renê da Silva Nogueira Júnior está detido pelo assassinato de Laudemir de Souza Fernandes, morto a tiros após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 48 anos, preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, recebeu autorização da Justiça para cursar uma graduação em Gestão Financeira na modalidade de Ensino a Distância (EAD) enquanto estiver preso. O crime ocorreu em 13 de agosto de 2025, em Belo Horizonte (MG), após uma discussão no trânsito.
A decisão foi assinada em 29 de maio pelo juiz Matheus Moura Miranda. O magistrado determinou que o Presídio de Caeté, onde Renê está custodiado, faça “rígida supervisão” do acesso à internet, garantindo que a conexão seja utilizada exclusivamente para atividades acadêmicas. Na decisão, o juiz também considerou o direito à educação previsto na Constituição Federal.
Segundo a investigação, Renê teria discutido com Laudemir no trânsito, no bairro Vista Alegre, na região oeste da capital mineira, e efetuado disparos contra o gari. Na ocasião, Eledias Aparecida Rodrigues, motorista do caminhão que acompanhava a vítima, afirmou que Renê estava com pressa para deixar o local, permaneceu “frio” durante a discussão e ameaçou os ocupantes antes de atirar.
A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê, também foi investigada por suspeita de ter permitido ou facilitado o acesso do marido à arma usada no crime. O empresário afirmou que pegou a pistola sem o conhecimento dela. Ana Paula está afastada da Polícia Civil de Minas Gerais desde dois dias após o assassinato e permanece licenciada por motivos de saúde.
Em junho deste ano, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. O tribunal manteve a prisão preventiva de Renê enquanto o processo continua em andamento. O caso completa um ano nesta quarta-feira (13).