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Moraes determina busca e apreensão contra suposta fonte de jornalista no Maranhão

Investigação teve origem em reportagens sobre suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino e familiares

Arthur Vieira

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim. Segundo a decisão, Cutrim é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino, também integrante da Corte. A medida foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme informou a assessoria do STF.

A investigação é um desdobramento de uma operação realizada em março contra o jornalista, que havia publicado reportagens sobre suposto uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares. Segundo o advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, a análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos do jornalista teria levado os investigadores a identificar seu cliente como a fonte das informações utilizadas nas reportagens.

“Estão investigando a fonte do jornalista e o advogado do jornalista, mas não investigam o que o jornalista denunciou”, afirmou Berilo à CNN Brasil. O advogado também declarou que a defesa ainda não teve acesso integral aos processos relacionados às operações.

Em nota, a defesa de Cutrim afirmou que as medidas desta terça-feira (11) estão relacionadas às reportagens de Luís Pablo e sustentou que as denúncias sobre o suposto uso irregular dos veículos oficiais permanecem sem apuração. O advogado classificou Cutrim como fonte jornalística e afirmou que a decisão foi expedida por Moraes após representação relacionada ao caso.

Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual. Ele também possui histórico de atuação política no estado e é adversário de Flávio Dino. Em julho, publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirmou ter tomado conhecimento de possíveis ações judiciais contra ele por meio de uma “corrente de boatos” e classificou a situação como uma “onda de terror” no contexto da disputa política maranhense.

A investigação ainda deverá esclarecer a participação de Cutrim e dos demais envolvidos no caso. As acusações e versões apresentadas pelas partes não representam, por si só, conclusão definitiva sobre eventual prática criminosa.

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