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Estudante da Ejai de Maceió realiza sonho de infância e publica primeiro livro aos 52 anos

Aluna de 52 anos transforma reflexões sobre a vida em obra emocionante de esperança e autoconhecimento

Redação Agora Alagoas

Aos 52 anos, Maria Aparecida Rodrigues transformou um antigo sonho em realidade. Estudante da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai) da Escola Municipal Doutora Nise da Silveira, no bairro Antares, em Maceió, ela publicou seu primeiro livro, intitulado Sem última página – um livro sobre o que não termina. A obra foi lançada no último dia 5 de agosto e está disponível nos formatos físico e digital.

O desejo de escrever acompanha Maria desde a infância, quando sonhava em colocar no papel sentimentos, experiências e emoções. Com as responsabilidades da vida adulta, porém, o projeto acabou sendo deixado de lado. Anos depois, ao retornar aos estudos por meio da Ejai, a estudante encontrou novamente espaço para desenvolver a escrita e retomar o sonho de se tornar escritora.

A ideia para o livro surgiu aos poucos, a partir de reflexões que Maria escrevia sobre a vida. Segundo ela, os textos foram se conectando até formar a obra, que reúne reflexões sobre sentimentos, emoções, conflitos, recomeços e autoconhecimento. O projeto também foi impulsionado por uma atividade escolar sobre a poetisa Cora Coralina, momento que, segundo a estudante, serviu como incentivo para tirar o sonho do papel.

O incentivo recebido na escola também foi fundamental para a publicação. Professores e integrantes da equipe pedagógica acompanharam as produções de Maria e estimularam sua participação em atividades literárias. A coordenadora pedagógica Eliete Cavalcante dos Santos destacou que já havia percebido o talento da estudante em poemas, contos e cordéis. A participação na Bienal Internacional do Livro de 2025 também ajudou Maria a enxergar a possibilidade de publicar sua própria obra.

Para Maria, a trajetória representa mais do que a realização de um sonho antigo. O retorno à sala de aula e a publicação do livro reforçaram a ideia de que novos projetos podem ser construídos em diferentes fases da vida. “Eu diria que nunca é tarde. Eu sou a prova viva disso”, afirmou a escritora, que agora inicia uma nova etapa, desta vez como autora publicada.

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