Família de jogador morto no Pontal faz campanha para comprar terreno onde jovem foi sepultado
Micael Leandro, de 15 anos, foi enterrado após ser morto a tiros; família busca arrecadar recursos para garantir permanência do corpo no local
A família do jogador Micael Leandro da Silva, de 15 anos, iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados à compra do terreno onde o adolescente foi sepultado. O objetivo é garantir que o jovem tenha um local definitivo para permanecer enterrado.
Micael foi morto após ser baleado durante um ataque a tiros no Pontal da Barra, em Maceió. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação indica que o adolescente não era o alvo dos criminosos.
O pedido de ajuda foi publicado nas redes sociais pelo pai de Micael, Marcos Antônio Leandro. Na mensagem, ele relata a dor pela perda do filho e pede apoio para conseguir adquirir o terreno no cemitério. A família também solicita que quem não puder contribuir compartilhe a campanha.
Em vídeo publicado junto ao pedido, Marcos relembrou a trajetória do filho no futebol. Segundo ele, Micael começou a jogar aos 9 anos, participou de torneios e, posteriormente, integrou projetos esportivos ligados à igreja.
Ainda conforme o pai, aos 13 anos, o adolescente conquistou títulos pelo CSA no futsal e no futebol de campo. Depois, chamou a atenção de observadores e passou pelas categorias de base do São Paulo.
Marcos também afirmou que o filho ajudava financeiramente a família com a ajuda de custo que recebia no futebol. Ao falar sobre o adolescente, descreveu Micael como “bom filho, bom irmão, bom amigo” e destacou o comportamento que, segundo ele, era marcado pela dedicação à família e ao esporte.
Micael foi baleado durante um ataque a tiros no Pontal da Barra. Outra pessoa também foi atingida e sobreviveu.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de o crime estar relacionado a uma disputa entre grupos criminosos e trabalha para identificar os responsáveis pelos disparos e esclarecer a motivação do ataque.