Apontado como líder do PCC deixa presídio de segurança máxima e é transferido para hospital psiquiátrico
Decisão foi baseada em laudo de insanidade mental
A Justiça Federal autorizou a transferência de Paulo Cézar Souza Nascimento Júnior, conhecido como Paulinho Neblina e apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), para um hospital psiquiátrico. O detento, de 53 anos, deixou a Penitenciária Federal de Campo Grande, onde estava há oito anos, e foi encaminhado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, no interior paulista.
A decisão da 5ª Vara Federal Criminal de Campo Grande foi baseada em um laudo de insanidade mental que apontou um quadro grave de saúde mental, agravado pelas condições de isolamento na unidade de segurança máxima. Conforme o documento, os sintomas vêm se intensificando desde 2023. A equipe médica responsável diagnosticou transtorno bipolar afetivo, além de um quadro anterior de episódio depressivo grave com sintomas psicóticos.
O laudo também indicou que o tratamento realizado dentro do presídio não foi suficiente para controlar completamente o quadro. Paulinho Neblina ainda é diagnosticado com doença de Crohn, condição crônica que exige acompanhamento médico contínuo. A transferência para Taubaté foi realizada em 1º de junho.
Paulo Cézar acumula condenações que, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão. A transferência foi fundamentada na Lei de Execução Penal, que permite a adoção de medidas de segurança quando uma doença mental surge após a condenação, e em norma do Sistema Penitenciário Federal que prevê o retorno do preso ao estado de origem quando o tratamento necessário não pode ser realizado adequadamente em uma penitenciária federal.