Grupo terrorista planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno
Investigação identificou grupos com centenas de integrantes e mensagens sobre ataques, explosivos e violência contra instituições.
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília.
Eram homens que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, eles falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede.
"Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução", dizia uma das mensagens. Outras afirmavam: "Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar".
As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram, sendo que um deles utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil. Entre os planos discutidos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".
Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.
As conversas monitoradas revelam que o principal objetivo do grupo era invadir e explodir prédios públicos, em especial o Palácio do Planalto. Mas a intenção não era apenas causar destruição: era mandar a partir de Brasília um recado violento e antidemocrático para todo o país.