Mesmo após pressão de servidores, Correios avaliam fechamento de agências
Medida acontece em meio à retomada do plano de estruturação; Estatal ainda não informou quantas unidades serão fechadas
A rede de atendimento dos Correios passará novamente por mudanças com a retomada do plano de fechamento de agências. A medida faz parte de uma reestruturação da estatal voltada à redução de despesas e à reorganização das unidades. O processo havia sido parcialmente adiado após a ameaça de paralisações dos trabalhadores.
A estratégia prevê o encerramento de agências consideradas deficitárias ou que apresentam baixa procura pelos serviços. Segundo a empresa, a análise das unidades considera fatores como o fluxo de clientes, a viabilidade econômica e a existência de serviços sobrepostos.
Até o momento, os Correios não informaram quantas agências deverão ser fechadas nesta nova fase nem divulgaram um cronograma atualizado para a execução das medidas. A retomada ocorre depois de negociações com trabalhadores e entidades sindicais, que haviam se manifestado contra o fechamento de unidades e outras ações previstas na reestruturação.
Mesmo após os adiamentos provocados pela possibilidade de paralisações e pelos impactos no funcionamento dos serviços, a estatal decidiu dar continuidade ao projeto. Os Correios afirmam que ajustes foram realizados, mas defendem a manutenção da estratégia como forma de buscar sustentabilidade financeira e modernizar os serviços.