Taxas em alta e pouca transparência: moradores cobram mais fiscalização sobre gestão de condomínios
O aumento das taxas de condomínio e as reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados têm gerado insatisfação entre moradores de condomínios em diversas cidades de Alagoas. Entre as principais queixas estão a falta de transparência na administração dos recursos, dificuldades de acesso às prestações de contas e dúvidas sobre a aplicação do dinheiro arrecadado.
Moradores relatam que, apesar dos reajustes frequentes nas mensalidades, serviços como limpeza, manutenção, segurança e conservação das áreas comuns nem sempre acompanham o aumento das despesas. Em muitos casos, também há questionamentos sobre contratos firmados com empresas terceirizadas, orçamentos apresentados e critérios utilizados para a realização de obras e compras.
Outro ponto que costuma gerar conflitos é a cobrança de despesas relacionadas ao consumo de água, esgoto e outros serviços essenciais. Especialistas em administração condominial alertam que esses valores devem estar devidamente documentados e ser compatíveis com as faturas emitidas pelas concessionárias ou com os critérios de rateio aprovados em assembleia. Divergências entre os valores cobrados e os efetivamente consumidos costumam motivar pedidos de esclarecimento por parte dos condôminos.
Pela legislação, o síndico tem o dever de administrar os recursos do condomínio com transparência, prestar contas regularmente e disponibilizar documentos financeiros aos moradores. Quando há suspeitas de irregularidades, os condôminos podem solicitar auditorias independentes, convocar assembleias para discutir a gestão e, em casos mais graves, recorrer ao Poder Judiciário para apuração de eventuais responsabilidades.