Flávio Bolsonaro diz que desistiu de vice mulher após impasse com partidos e explica escolha de Alfredo Gaspar
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a intenção inicial era formar uma chapa com uma mulher na vice-presidência, mas disse que a estratégia foi inviabilizada pela falta de acordo com partidos de centro e pelo fato de lideranças femininas do próprio PL já estarem comprometidas com outras disputas eleitorais.
Em entrevista ao podcast Market Makers, o senador explicou que buscou uma composição com uma vice de outra legenda para ampliar a participação feminina na chapa e fortalecer alianças políticas. Segundo ele, as negociações não avançaram porque os dirigentes partidários optaram por não aderir à candidatura. “Quem não veio foram os caciques dos partidos. Eu respeito essa decisão”, afirmou.
A declaração ocorre após legendas do chamado Centrão, como MDB, PSDB/Cidadania, PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, anunciarem neutralidade na disputa presidencial de 2026. Diante desse cenário, Flávio disse que passou a avaliar nomes dentro do próprio PL.
O senador afirmou que considerou lideranças como Michelle Bolsonaro, Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio, mas ressaltou que todas já estavam com campanhas estruturadas para outros cargos. “Todo mundo já estava decidido a disputar Senado ou Câmara dos Deputados”, disse.
Segundo Flávio Bolsonaro, a indicação de Alfredo Gaspar para compor a chapa partiu do coordenador da campanha, Rogério Marinho. O candidato afirmou que o deputado federal reúne credenciais para a função e destacou sua atuação parlamentar.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também defendeu a escolha de Alfredo Gaspar. Em declaração à CNN Brasil, ele afirmou que a atuação do parlamentar como relator da CPMI do INSS pesou na decisão e avaliou que o deputado tem condições de explorar um dos principais temas da campanha relacionados às investigações sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.