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Brasil reage aos EUA e diz que justificativas para revogar visto de embaixadora são "falsas"

Nota ressalta que pedido segue em análise

Redação Agora Alagoas

O governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nesta terça-feira (4). Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou como falsas as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado norte-americano, que atribuiu a medida à demora do Brasil em conceder o agrément, autorização diplomática, ao indicado de Donald Trump para comandar a Embaixada dos EUA em Brasília.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, os próprios Estados Unidos teriam descumprido a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao divulgar publicamente o nome do indicado antes da anuência do governo brasileiro. A nota também ressalta que o pedido segue em análise e destaca que "não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément", rebatendo a alegação de demora feita por Washington.

O governo brasileiro também justificou a recente negativa de entrada de dois funcionários do governo norte-americano no país, afirmando que havia indícios de que a missão teria como objetivo questionar o sistema eleitoral brasileiro e interferir no processo eleitoral de 2026. Para o Planalto, a revogação do visto da embaixadora faz parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis" adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil por motivações ideológicas.

Na manifestação, o governo ainda lembrou que autoridades brasileiras, incluindo integrantes do Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), continuam sendo alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. Apesar do agravamento da crise diplomática, o Planalto afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado manter o diálogo com Washington e revelou que, durante visita aos Estados Unidos em maio, solicitou pessoalmente ao presidente Donald Trump a revisão das sanções aplicadas a autoridades brasileiras.

*Com informações da Agência Brasil

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