Quem é Daniel Perez? Indicado por Trump para embaixada no Brasil enfrenta crise diplomática
Deputado republicano aguarda aval diplomático do governo brasileiro
Em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o nome de Daniel Perez voltou ao centro das atenções. Indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a embaixada americana em Brasília, o deputado republicano ainda aguarda o aval diplomático do governo brasileiro para tomar posse. A demora na autorização ocorre em um momento de tensão entre os dois países e ganhou ainda mais repercussão após os Estados Unidos revogarem, nesta terça-feira (4), o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Atualmente presidente da Câmara de Representantes da Flórida, Daniel Perez nasceu em Nova York, mas foi criado em Westchester, na Flórida. Filho de imigrantes cubanos, construiu sua carreira política defendendo bandeiras como redução de impostos, menor intervenção do Estado, segurança pública e fortalecimento da economia. Formado em Direito pela Loyola University New Orleans, foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2017 e hoje é uma das principais lideranças do Partido Republicano no estado.
Aliado de Trump, Perez também se destaca por posições firmes na política externa. Neste ano, elogiou publicamente o secretário de Estado, Marco Rubio, ao defender uma mudança de regime em Cuba e comemorou uma operação militar americana contra Nicolás Maduro, afirmando que a ação representava um avanço na luta contra organizações criminosas e em defesa da liberdade no continente.
Além de sua proximidade com Trump, Daniel Perez ganhou projeção nacional nos Estados Unidos pelos frequentes embates com o governador da Flórida, Ron DeSantis, antigo rival do presidente americano dentro do Partido Republicano. Os dois trocaram críticas públicas sobre temas como imigração, educação, inteligência artificial e vacinação, tornando Perez uma das principais vozes de oposição ao governador dentro da política republicana da Flórida. Enquanto seu nome segue pendente de aprovação pelo governo brasileiro, sua indicação permanece como um dos principais focos da atual crise diplomática entre Brasília e Washington.