Milei espera mudança nas eleições do Brasil e volta a criticar Lula
Presidente argentino defendeu que brasileiros escolham uma nova direção política e acusou Lula de ter apoiado seu adversário nas eleições argentinas
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (4) e afirmou esperar uma mudança de rumo nas eleições brasileiras.
Durante entrevista ao programa El Pelado, do canal de streaming La Casa, Milei foi questionado sobre uma declaração feita durante a convenção do Partido Liberal, quando chamou Lula de "presidiário".
O presidente argentino questionou se teria mentido ao afirmar que Lula "é um ladrão, que é um corrupto, que esteve preso, que o soltaram por um argumento administrativo". Ao ser lembrado pelo apresentador do caso do triplex no Guarujá e da posterior libertação do petista, Milei respondeu: "Então...".
Na sequência, ao ser perguntado se suas declarações poderiam influenciar o rumo das eleições brasileiras, Milei afirmou esperar que o país mude de direção.
"A princípio... esperemos que sim. Esperemos que o Brasil também se pinte de azul pelo bem dos brasileiros. Tirar os corruptos, ladrões, das costas sempre é bom. Tirar os esquerdistas das costas sempre é bom", declarou.
Críticas à postura de Lula
Milei também voltou a mencionar a reação de Lula após sua vitória nas eleições argentinas de 2023. Segundo o presidente argentino, Lula foi "uma das poucas pessoas" que não o parabenizaram diretamente pela vitória.
Na ocasião, Lula parabenizou as instituições argentinas e a população e desejou "boa sorte e êxito ao novo governo", sem mencionar o nome de Milei.
O argentino afirmou acreditar que a postura de Lula estaria relacionada a uma suposta atuação do presidente brasileiro em favor do então adversário Sergio Massa.
"Imagino que tenha a ver com isso de que interveio ativamente para que o outro candidato ganhasse as eleições", acusou Milei.
O presidente argentino também afirmou que um "grupo de assessores brasileiros do Lula" teria participado de uma campanha negativa contra ele durante a disputa eleitoral.
Marqueteiros brasileiros na campanha de Massa
Durante a reta final das eleições presidenciais argentinas de 2023, uma equipe de marqueteiros brasileiros ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) atuou na campanha de Sergio Massa, então candidato governista.
O grupo, formado por cerca de 20 publicitários, tinha ligação com Sidônio Palmeira, atual ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Brasil. Ele chegou a ser sondado por Lula para auxiliar na campanha de Massa.
A equipe brasileira trabalhou em conjunto com profissionais argentinos na elaboração de estratégias de comunicação e marketing durante a campanha.