Brasil tem quase seis vezes mais pretendentes do que crianças aptas à adoção
Atualmente, 69,4% das crianças e adolescentes aptos à adoção são negros, 44% têm mais de 10 anos de idade e 19,8% possuem algum tipo de deficiência.
O Brasil vive um paradoxo quando o assunto é adoção. Dados de 2026 do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que 32.441 pessoas estão habilitadas para adotar, enquanto 5.496 crianças e adolescentes aguardam por uma família. Em tese, o número de pretendentes seria suficiente para que nenhuma criança permanecesse na fila.
Na prática, porém, a realidade é diferente. O principal obstáculo está no perfil buscado pelos adotantes. Atualmente, 69,4% das crianças e adolescentes aptos à adoção são negros, 44% têm mais de 10 anos de idade e 19,8% possuem algum tipo de deficiência. Já a maioria dos pretendentes desejam adotar crianças brancas, sem deficiência e entre dois e quatro anos de idade.
O cenário evidencia que o desafio da adoção no Brasil vai além da quantidade de pessoas interessadas em adotar. Ele passa pela ampliação do olhar sobre o perfil das crianças e adolescentes que aguardam pela oportunidade de viver em família.
Essa realidade se soma a outro dado que reforça a importância do debate. Segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, mais de 1,7 milhão de crianças nascidas na última década cresceram sem o registro e a presença paterna. Apenas em 2025, mais de 174 mil recém-nascidos - cerca de 6% dos 2,5 milhões de nascimentos registrados no país - não tiveram o nome do pai na certidão de nascimento.
Campanha chama atenção para a adoção - Diante desse cenário, a Unimed Maceió decidiu dedicar sua campanha de Dia dos Pais à divulgação da adoção. Em vez de utilizar o espaço publicitário da data para uma campanha institucional, a cooperativa transformou suas inserções na televisão em um convite para que mais pessoas conheçam o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento e entendam como funciona o processo de habilitação para adoção no Brasil.
O filme publicitário exibe um QR Code que direciona o público diretamente ao portal do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, onde os interessados podem acessar informações sobre o processo e realizar o primeiro passo para demonstrar interesse em se tornar pai ou mãe por adoção.
A proposta é ampliar a visibilidade da causa e estimular a reflexão sobre a realidade das milhares de crianças e adolescentes que ainda aguardam pela oportunidade de construir uma nova história em família.
"Cuidar vai muito além da saúde. É fazer a diferença na vida das pessoas. Quando uma marca como a Unimed Maceió usa sua voz para levar essa mensagem mais longe, incentivamos as pessoas a dar o primeiro passo e começar uma nova história", afirma Váldir Dimário, diretor de Mercado da Unimed Maceió.
Além do QR Code exibido no comercial, o acesso ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento também estará disponível por meio do link na bio do perfil da Unimed Maceió no Instagram, através do @unimedmaceio.