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Política
ELEIÇÕES 2026!

Flávio Bolsonaro prevê definição de vice até 15 de agosto

Senador afirma que gostaria de ter Daniella Marques como vice e diz contar com apoio de nomes importantes, apesar da neutralidade de partidos do Centrão

Peter Lucca

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (4) que pretende definir o nome de seu vice até 15 de agosto. Entre os nomes cotados está o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, atualmente filiada ao Republicanos, que é a preferência declarada do senador.

Durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela empresa G4, Flávio afirmou que ainda haverá alguns dias de discussões antes da escolha.

"Tenho até o dia 15, mais uns dias de novela. A Dani que está na plateia é uma pessoa que eu queria muito que fosse minha vice. A Dani foi fantástica no governo Bolsonaro. Ela se encaixa em qualquer lugar", declarou.

A definição ocorre em meio à decisão de partidos do chamado Centrão de adotarem uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais de 2026. MDB, PSDB/Cidadania, PP, União Brasil, Republicanos e Podemos optaram por não apoiar oficialmente nenhuma candidatura em âmbito nacional.

A estratégia representa uma mudança em relação às eleições de 2022, quando essas legendas haviam definido seus posicionamentos ainda no primeiro turno.

Flávio, porém, minimizou os efeitos da neutralidade partidária e afirmou que pretende contar com integrantes de diferentes siglas durante a campanha.

"Os principais quadros dos principais partidos estarão comigo nessa campanha, Tarcísio vai estar comigo independente do partido. Falei com Cleitinho hoje e ele disse que vai estar comigo independente do partido. Os caciques políticos estão com preocupações, mas os principais quadros sabem da minha capacidade", afirmou.

Tereza Cristina também foi convidada

Outro nome que chegou a ser considerado para ocupar a vaga de vice é o da senadora Tereza Cristina (PP). Na última sexta-feira (31), Flávio revelou ter feito o convite à parlamentar, que teria aceitado a proposta, mas aguardaria as decisões internas do partido.

O senador destacou a atuação da ex-ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro e sua influência no setor agropecuário.

"A Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Bolsonaro, uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então, o convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas pra saber se o partido vai avançar ou não", disse.

Na segunda-feira (3), entretanto, Tereza Cristina reiterou que o PP pretende manter a neutralidade na disputa presidencial. Segundo ela, a decisão representa a posição majoritária da legenda.

"O partido me disse que ia continuar na neutralidade. Eu, como uma pessoa de partido, só me cabe dizer que essa é a posição majoritária do PP", declarou.

Com a indefinição sobre o posicionamento das legendas e os nomes que podem compor a chapa, Flávio Bolsonaro mantém até 15 de agosto o prazo indicado para anunciar quem será seu companheiro de candidatura.

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