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Descaso: BRK, Casal e Braskem ficam na mira do Ministério Público após falta de água no Bom Parto

Bairro de Maceió enfrenta interrupções recorrentes no abastecimento após mudanças na rede ligadas à subsidência

Redação Agora Alagoas

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou esclarecimentos e medidas à Braskem, à BRK Ambiental e à Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) diante das frequentes interrupções no abastecimento de água registradas no bairro Bom Parto, em Maceió. O objetivo é apurar as causas da instabilidade e buscar soluções para os moradores.

As três empresas participaram de uma reunião com o órgão na última sexta-feira (31), quando foram definidas providências para aprofundar a investigação e fortalecer o atendimento à população. Durante o encontro, representantes apresentaram informações sobre a operação da rede, obras em execução e ações adotadas para reduzir as interrupções.

Embora o Bom Parto não tenha sido totalmente incluído na área desocupada em razão do afundamento do solo, o bairro passou por alterações na infraestrutura de abastecimento durante a desativação das redes atingidas pela subsidência provocada pela mineração de sal-gema. Desde então, moradores relatam recorrentes episódios de falta de água.

O caso vem sendo acompanhado pelo MPF por meio de inspeções, reuniões com lideranças comunitárias e contatos com as empresas responsáveis pelo sistema. A apuração busca verificar se as mudanças promovidas na rede após o avanço da subsidência contribuíram para os problemas no fornecimento de água.

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