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POLÍTICA INTERNACIONAL!

Maduro defende diálogo entre governo e oposição venezuelana antes de reunião em Caracas

Ex-presidente, preso nos Estados Unidos, apoiou iniciativas de reconciliação nacional; encontro deve tratar de democracia, direitos políticos e ajuda às áreas afetadas por terremoto

Peter Lucca

O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro afirmou neste domingo (2) apoiar “todo caminho de diálogo” no país, dias antes da primeira reunião presencial entre representantes do governo interino de Delcy Rodríguez e setores da oposição.

A declaração foi publicada nas redes de Maduro, que está preso nos Estados Unidos desde janeiro ao lado da esposa, Cilia Flores. Os dois respondem a acusações relacionadas a tráfico de drogas e armas, que negam.

Maduro defendeu o diálogo como instrumento para promover a reconciliação nacional. “Saudamos todo caminho de diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e o reencontro entre os venezuelanos”, afirmou. Ele também declarou que agosto deve ser marcado por um “diálogo sincero” e um “renascimento espiritual” para a Venezuela.

Reunião em Caracas

A primeira rodada presencial de negociações entre representantes do governo interino e um grupo de opositores apoiados pelos Estados Unidos está prevista para a próxima semana, em Caracas.

Entre os temas estão a assistência às regiões atingidas pelo terremoto duplo de 24 de junho, o fortalecimento da democracia e a discussão sobre direitos e garantias políticas.

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, atualmente exilada, não participará das conversas, mas afirmou que não pretende dificultar o processo.

Processo nos EUA

O julgamento de Maduro e Cilia Flores nos Estados Unidos está previsto para começar em 1º de junho de 2027, conforme decisão de um tribunal federal de Nova York anunciada no fim de julho.

Desde a primeira audiência, em janeiro, Maduro afirma ter sido “sequestrado” e se define como um “prisioneiro de guerra”.

Em abril, o Departamento do Tesouro dos EUA autorizou o pagamento dos honorários dos advogados do casal, que anteriormente estavam impedidos pelas sanções americanas.

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