Flávio Bolsonaro diz que aceitará resultado das urnas e defende trabalho para presos
Candidato do PL à Presidência afirma confiar em atuação imparcial do TSE e promete endurecer penas para crimes envolvendo celulares
Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro afirmou que aceitará o resultado das eleições de outubro. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que será exibida neste domingo (2), ele declarou acreditar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá uma atuação imparcial neste ano, diferentemente, segundo sua avaliação, do que ocorreu em 2022.
“Eu vou aceitar. Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, afirmou.
Em 22 de julho, Flávio publicou um comunicado no qual afirmou não ter questionado a integridade do sistema de votação por urnas eletrônicas. A manifestação ocorreu após ele apresentar a embaixadores estrangeiros informações sobre o sistema eleitoral que já haviam sido desmentidas pela Justiça Eleitoral.
Segurança pública
Na entrevista, o candidato também apresentou propostas para a segurança pública. Entre elas, está o aumento das penas para crimes patrimoniais relacionados a celulares, como furto, roubo e receptação.
Flávio defendeu quadruplicar a pena mínima para esses crimes e associou a medida à ampliação do período de prisão e à obrigatoriedade de trabalho dentro do sistema penitenciário.
“Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação. Então, a pena mínima vai ser de 8 anos para vagabundo que rouba, que assalta por causa do celular. E quando ficar preso, e vai ficar preso, vai trabalhar. Vai trabalhar para pagar a sua estadia”, declarou.
Bolsonaro e tarifas
Ao comentar a prisão domiciliar do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio classificou as medidas cautelares impostas a ele como uma extrapolação dos limites constitucionais. O senador também comparou a proibição de manifestações políticas a restrições de períodos de exceção, citando o AI-5.
Flávio ainda atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo Donald Trump. Segundo ele, as sobretaxas seriam consequência da “incompetência” e das “agressões” do governo brasileiro.