Doutoranda da Ufal leva pesquisa sobre feminismo digital a congresso internacional na Espanha
Pesquisa analisa como movimentos feministas enfrentam discursos de misonia nas redes sociais
A produção científica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) conquistou reconhecimento internacional com a participação da doutoranda do Instituto de Psicologia (IP), Jennyfer Chagas, no Congresso Ibero-Americano de Metodologias de Investigação, realizado neste mês de julho, em Málaga, na Espanha. No evento, a pesquisadora apresentou o estudo "Dinâmicas feministas e contranarrativas digitais: análise de dados textuais em trends de engajamento no TikTok", que analisa como movimentos feministas enfrentam discursos de misoginia e violência de gênero nas redes sociais.
Integrante do Laboratório de Investigação em Cognição e Comportamento Social (Laicos), coordenado pela professora Sheyla Fernandes, Jennyfer destacou que a aprovação do trabalho representa um importante reconhecimento da qualidade das pesquisas desenvolvidas na Ufal. O estudo está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5) da Organização das Nações Unidas (ONU), voltado à promoção da igualdade de gênero e ao combate à violência contra mulheres e meninas, inclusive nos ambientes digitais.
Além da apresentação na Espanha, a doutoranda também foi selecionada para participar do Workshop de Publicação Internacional, promovido pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) com financiamento da Universidade Kingston, de Londres. A iniciativa reúne pesquisadores de diversas instituições brasileiras para fortalecer a produção científica internacional, oferecendo acompanhamento por dois anos com mentores estrangeiros e ampliando as oportunidades de cooperação acadêmica.
Segundo Jennyfer, a pesquisa busca compreender como plataformas como o TikTok se tornaram espaços de disputa de narrativas sobre gênero, tanto pela ampliação da visibilidade dos movimentos feministas quanto pela circulação de discursos de ódio. Para a pesquisadora, os resultados podem contribuir para a formulação de políticas públicas, ações educativas e estratégias de enfrentamento à violência de gênero, além de reforçar a inserção internacional da produção científica desenvolvida na Ufal.
*Com informações da Ascom Ufal