Trump afirma que Israel apoia proposta de acordo que prevê desarmamento do Hamas em Gaza
Presidente dos Estados Unidos diz haver entendimento com o governo israelense para avançar nas negociações, enquanto autoridade de Israel reforça que a desmilitarização do Hamas continua sendo condição para a paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que existe um "entendimento" entre Washington e Israel para dar início à implementação de um acordo de paz na Faixa de Gaza. Segundo ele, a proposta prevê a retirada das forças israelenses do território e o desarmamento do Hamas.
Apesar de demonstrar confiança no avanço das negociações, Trump não detalhou como ocorrerá a sequência das medidas previstas no acordo, classificando o processo como um passo importante para a região.
"Israel está muito feliz com isso", declarou o presidente americano, acrescentando que o governo israelense teve uma postura "muito boa" ao aceitar a proposta.
No entanto, uma autoridade israelense apresentou uma avaliação diferente sobre pontos centrais da negociação. Segundo o representante, o desarmamento completo do Hamas permanece como requisito indispensável para qualquer avanço rumo a um acordo de paz. Ele também afirmou que Israel não pretende retirar suas forças da chamada "linha amarela" em Gaza antes da conclusão do processo de desmilitarização.
Mesmo reconhecendo que as tratativas poderão enfrentar dificuldades, Trump demonstrou otimismo em relação ao desfecho das negociações.
"A maioria das pessoas dizia que esse seria um acordo impossível de realizar", afirmou. "Agora, será que ele passará por altos e baixos? É uma situação muito complexa por lá. As pessoas são muito complexas e difíceis. Em muitos casos, maravilhosas; em outros, nem tanto."
O presidente americano ainda relacionou o avanço das conversas ao cenário envolvendo o Irã. Segundo Trump, um acordo desse tipo seria inviável há poucos meses e os progressos obtidos refletem mudanças no contexto regional.
"Isso mostra o sucesso que estamos tendo com o Irã, pois, se voltarmos quatro ou cinco meses no tempo, um acordo como esse teria sido impossível", declarou. "Portanto, é um grande passo para o Oriente Médio; as pessoas estão realmente impressionadas e surpresas com isso.”