Lula diz que venceria eleição de 2018 mesmo preso e volta a chamar Lava Jato de "maior mentira do país"
O presidente também afirmou que sua principal motivação nos últimos anos foi demonstrar que as investigações da Operação Lava Jato eram baseadas em acusações falsas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite desta quinta-feira (30), que acredita ter sido impedido de disputar as eleições presidenciais de 2018 porque venceria o pleito, mesmo estando preso. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Inteligência LTDA, apresentado por Rogério Vilela.
Ao comentar sua trajetória política, Lula disse que teve a oportunidade de retornar à Presidência ainda durante o governo de Dilma Rousseff, mas optou por não fazê-lo. Em seguida, afirmou que sua inelegibilidade em 2018 ocorreu porque seus adversários sabiam que ele seria eleito. "Eu poderia ter voltado na reeleição da Dilma, não quis voltar. Talvez não deixaram eu voltar em 2018 porque eles sabiam que eu ia ganhar, mesmo preso", declarou.
O presidente também afirmou que sua principal motivação nos últimos anos foi demonstrar que as investigações da Operação Lava Jato eram baseadas em acusações falsas. "A minha obsessão era provar que a Lava Jato tinha sido a maior mentira deste país", disse durante a entrevista.
As declarações reforçam o discurso adotado por Lula desde que as condenações impostas contra ele no âmbito da Lava Jato foram anuladas. O presidente sustenta que foi alvo de perseguição política e judicial durante as investigações e voltou a defender que os processos tiveram motivação política.