Lula: "Meus acusadores nunca provaram que o tríplex era meu, alguém tinha que provar que era meu"
O presidente sustenta que foi vítima de perseguição judicial e política durante as investigações da operação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a negar qualquer irregularidade no caso do tríplex do Guarujá e afirmou que a Operação Lava Jato teve como principal objetivo atingi-lo politicamente. As declarações foram feitas na noite desta quinta-feira (30), durante entrevista ao podcast Inteligência LTDA, apresentado por Rogério Vilela.
Ao comentar as críticas sobre a ausência de um "mea-culpa", Lula disse que só admite erros quando há motivos concretos. Em seguida, voltou a citar a condenação relacionada ao apartamento no Guarujá, afirmando que nunca foi proprietário do imóvel e que seus acusadores não conseguiram comprovar a acusação. "Eu fui acusado de ter um apartamento no Guarujá. Eu provei que não era meu. Os meus acusadores provaram que era meu? Porque eles tinham que provar", declarou.
Durante a entrevista, o presidente também afirmou que sempre acreditou que a Lava Jato tinha um objetivo político direcionado contra ele. Segundo Lula, a percepção foi reforçada por um artigo publicado pela jornalista Tereza Cruvinel, que, segundo ele, escreveu que a operação buscava "chegar no Lula". Ao ser questionado por Rogério Vilela se já tinha essa convicção à época, respondeu: "Sabia. Eu tinha consciência que era. Porque não tinha como inventar aquela mentira se não tivesse um objetivo político mais forte."
As declarações reforçam a narrativa adotada por Lula desde a anulação de suas condenações pelo Supremo Tribunal Federal, que reconheceu irregularidades processuais nos casos conduzidos pela Lava Jato. O presidente sustenta que foi vítima de perseguição judicial e política durante as investigações da operação.