Além de dinheiro em espécie, PF diz que assessor recebia Pix de fornecedor da Sesau para sacar e entregar ao secretário da Saúde de Alagoas
A investigação também identificou comprovantes de Pix, transferências para terceiros, pagamentos relacionados a um imóvel e conversas sobre limites para saques em dinheiro.
Novos trechos do relatório da Operação Estágio IV apontam que Raul Pereira Lima, identificado pela Polícia Federal como possível operador financeiro do esquema investigado, recebia transferências de um empresário que mantinha contratos com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Segundo a PF, mensagens encontradas durante a investigação mostram o empresário José Adelson, proprietário da CHMMED, orientando Raul a informar uma chave Pix para que os valores fossem transferidos, sacados em espécie e entregues ao “doutor”. Em um dos diálogos, o empresário afirma que preferia fazer um Pix para evitar a burocracia do saque de cheques. Em outro, pede uma nova chave para que as transferências deixassem de ocorrer sempre na conta de Raul, “para evitar chamar atenção”.
A investigação também identificou comprovantes de Pix, transferências para terceiros, pagamentos relacionados a um imóvel e conversas sobre limites para saques em dinheiro. Para a Polícia Federal, o conjunto das mensagens reforça a hipótese de que Raul atuava como operador financeiro e intermediava a entrega de valores ao secretário da Saúde, enquanto a CHMMED mantinha contratos milionários com a Sesau para fornecimento de materiais hospitalares.
A defesa do secretário nega irregularidades e afirma que o inquérito apresenta nulidades processuais que serão analisadas pelo Poder Judiciário. Não há condenação definitiva contra os investigados.