Acusado de matar professora com 37 facadas nega crime durante julgamento em Viçosa, interior de Alagoas
O homem acusado de matar a professora Cenira Angélica Ventura da Silva negou o crime e apresentou versão diferente da sustentada pela acusação
O réu José Ricardo dos Santos negou, nesta quarta-feira (29), ter assassinado a ex-companheira, a professora Cenira Angélica Ventura da Silva, morta com 37 golpes de faca em março de 2018, em Viçosa. Durante interrogatório por videoconferência no Tribunal do Júri, ele apresentou uma versão diferente da acusação e, ao responder a uma pergunta do Ministério Público sobre a morte da vítima, sorriu ao afirmar que "sentiu" a perda.
Segundo José Ricardo, ele esteve na casa da professora no dia do crime e decidiu ir embora após ela atender uma ligação telefônica e dizer: "Não venha hoje, porque ele está aqui". O acusado afirmou que questionou quem estava ao telefone, mas recebeu como resposta que "não era da conta dele". Também disse que deixou Viçosa após um primo alertá-lo de que moradores comentavam que ele seria o autor do assassinato. Em outro momento do interrogatório, ao ser questionado se Angélica estava no banho quando ele saiu da residência, respondeu inicialmente que sim, mas em seguida corrigiu a declaração, afirmando que ela já havia saído do banheiro enrolada em uma toalha.
José Ricardo responde por homicídio qualificado por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado no contexto de violência doméstica e familiar. O julgamento segue no Fórum Desembargador Oscar Tenório, em Viçosa.