Por Decisão do PL, Alagoas ficará sem candidato próprio da direita ao Governo
Partido de Bolsonaro não lançará nome ao Palácio República dos Palmares e mantém em aberto a definição sobre eventual apoio na eleição estadual
O Partido Liberal (PL) decidiu que não terá candidato próprio ao Governo de Alagoas nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda, o deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça, após um processo de reorganização interna iniciado com a saída do ex-prefeito de Maceió, JHC, do partido, entre março e abril deste ano.
Com a decisão, o cenário da disputa estadual tende a se concentrar entre a pré-candidatura de JHC (PSDB) e o grupo político liderado pelo ex-governador Renan Filho (MDB). Fora desse eixo, a Unidade Popular (UP) lançou oficialmente a jornalista Lenilda Luna ao Governo de Alagoas, tendo o psicólogo Jardel Queiroz como candidato a vice.
Segundo Alfredo Gaspar, o PL não construiu, ao longo dos últimos meses, uma candidatura competitiva ao Executivo estadual. Entre os nomes cogitados estava o do professor Henrique Costa, vice-reitor licenciado da Uncisal, mas a possibilidade não avançou. A tendência é que ele dispute uma vaga na Câmara dos Deputados pela legenda.
A decisão ocorre ao mesmo tempo em que o PL retirou ações judiciais que pediam a perda dos mandatos de vereadores de Maceió que migraram para o PSDB, entre eles Chico Filho, Eduardo Canuto e Carl Moreira. O recuo encerra o risco de cassação e foi interpretado nos bastidores como um gesto de aproximação política entre as duas siglas.
Apesar disso, o partido evita confirmar um eventual apoio à candidatura de JHC. Internamente, a definição deve ficar para o período das convenções. Lideranças da legenda admitem que há resistência em apoiar candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas uma composição formal com o PSDB dependerá, entre outros fatores, da escolha do candidato a vice-governador. Caso Ronaldo Lessa (PDT) seja confirmado na chapa, a possibilidade de aliança com o PL e com a federação União Progressista tende a diminuir. Já nomes ligados ao campo da centro-direita, como a ex-prefeita Célia Rocha (PSDB), são vistos como alternativas capazes de facilitar uma composição entre os grupos.
Se a aliança entre PL, União Progressista e PSDB for confirmada, o bloco ampliará sua representação política e poderá ganhar mais tempo de propaganda no rádio e na televisão durante a campanha eleitoral.