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Política

PF cita áudio sobre aumento de procedimentos e menciona "parte do doutor Gustavo" em investigação da Operação Estágio IV

O conteúdo da gravação representa um dos elementos que sustentam a hipótese de um possível modus operandi relacionado aos ressarcimentos pagos à NOT pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau).

Redação Agora Alagoas

Um relatório da Polícia Federal obtido com exclusividade pelo Francês News aponta que uma das gravações reunidas na Operação Estágio IV registra um diálogo atribuído ao empresário Reinaldo Fernandes Júnior, no qual ele menciona o aumento da quantidade de procedimentos realizados pela Núcleo de Ortopedia e Traumatologia (NOT) e faz referência à "parte do doutor Gustavo".

De acordo com a transcrição constante no relatório, Reinaldo afirma que pretendia ampliar o número de sessões de fisioterapia e de exames de ultrassom "pra dobrar o valor". Na sequência, o interlocutor cita "a parte que tem o doutor Gustavo", além de comentar que o então secretário da Saúde afirmava não ser mais sócio da clínica.

Para a Polícia Federal, o conteúdo da gravação representa um dos elementos que sustentam a hipótese de um possível modus operandi relacionado aos ressarcimentos pagos à NOT pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau).

Segundo o relatório, os investigadores entendem que os diálogos reforçam os indícios de que Gustavo Pontes de Miranda Oliveira teria continuado exercendo influência sobre a administração da clínica mesmo após sua saída formal do quadro societário e já ocupando o cargo de secretário estadual da Saúde.

O documento registra que foram localizados "alguns arquivos de áudio com diálogos relevantes entre Reinaldo e pessoas não identificadas", os quais, na avaliação da Polícia Federal, evidenciariam um possível modelo de funcionamento das supostas irregularidades investigadas.

Entre os trechos destacados, a PF ressalta a fala em que o empresário menciona o aumento do número de sessões de fisioterapia e exames de ultrassom para "dobrar o valor", fazendo referência, em seguida, à "parte do doutor Gustavo". Para a investigação, esse diálogo integra o conjunto de provas que embasa a Operação Estágio IV.

A investigação ainda está em andamento e os elementos reunidos pela Polícia Federal serão submetidos à análise da Justiça. Os fatos descritos no relatório não representam conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal.

A defesa de Gustavo Pontes nega a prática de irregularidades, sustenta que a investigação contém nulidades processuais e afirma que exercerá plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. Até o momento, não há condenação definitiva contra os investigados.

Por Frânces News.

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