Chanceler da Alemanha promete medidas após ataque durante Parada do Orgulho em Berlim
Suspeito, morto pela polícia, havia sido condenado por preparar ato violento e é apontado como simpatizante do Estado Islâmico
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo adotará medidas após o ataque com um veículo contra a celebração do Orgulho de Berlim. A declaração foi dada em meio ao debate sobre o fato de o principal suspeito estar em liberdade, apesar de já ter sido condenado por preparar um ato violento.
"Ainda é muito cedo para dizer quais conclusões políticas tiraremos desse ataque brutal. Teremos que responder com prudência, mas também com determinação", declarou Merz durante entrevista coletiva.
O ataque ocorreu na noite de sábado (25), nas proximidades do parque Tiergarten e do Portão de Brandemburgo, deixando uma pessoa morta. O Ministério das Relações Exteriores da Polônia identificou a vítima como uma cidadã polonesa de aproximadamente 60 anos.
O autor do ataque foi identificado como Abdul Ballout, cidadão alemão de 21 anos, filho de imigrantes libaneses e nascido em Berlim. Segundo o ministro do Interior alemão, ele era investigado por supostas ligações com o grupo extremista Estado Islâmico e teria tentado se juntar à organização.
De acordo com a polícia, Ballout foi morto a tiros no domingo (26), após avançar contra agentes de segurança armado com uma faca.
Em maio deste ano, o suspeito havia sido condenado a um ano e dez meses de prisão, com base na legislação juvenil, por preparar um ato grave de violência que colocava o Estado em risco. Apesar da condenação, ele foi colocado em liberdade sob supervisão de um agente de liberdade condicional por seis meses, enquanto o tribunal analisava a suspensão da pena. O Ministério Público recorreu da decisão e defendia uma punição mais severa.
Merz afirmou que a fiscalização de condenados é responsabilidade dos governos estaduais, mas informou que determinou ao ministro federal do Interior uma análise sobre possíveis mudanças na distribuição dessas competências. O chanceler também questionou como o suspeito conseguiu chegar ao local do evento, apesar de supostamente estar sob monitoramento constante.
As investigações continuam. Nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal informou que um segundo suspeito detido após o ataque foi liberado. Segundo a revista Spiegel, a suspeita inicial de que ele estivesse no veículo utilizado na ação não foi confirmada pelas autoridades.