Estudo aponta que quase 60% das ferramentas de proteção infantil em redes sociais falham
Pesquisa avaliou recursos de segurança em quatro plataformas e identificou brechas que podem expor crianças e adolescentes a riscos
Um estudo realizado por pesquisadores da New York University e da Northeastern University apontou que cerca de 60% das ferramentas de proteção infantil disponíveis nas principais redes sociais não funcionam de forma eficaz. O levantamento analisou 86 recursos voltados para crianças e adolescentes no TikTok, Instagram, Snapchat e YouTube.
Entre os problemas identificados estão falhas que permitem o acesso a conteúdos relacionados à autolesão e transtornos alimentares por meio de erros ortográficos nas buscas, além da possibilidade de contato entre adultos e menores sem alertas das plataformas. Os pesquisadores também criticaram os avisos sobre limite de tempo de uso, que frequentemente permitem ao usuário adiar a interrupção da navegação.
Em resposta ao estudo, representantes da Meta, do YouTube e do Snapchat questionaram a metodologia utilizada e defenderam a eficácia de seus sistemas de controle parental. Já o TikTok afirmou que as contas de adolescentes contam com mais de 50 configurações de segurança ativadas por padrão.