Ex-atriz pornô assume cargo no Senado e provoca debate nas redes sociais
Antes de assumir vaga no Senado da Colômbia,Amaranta Hank atuou na indústria de filmes adultos entre 2017 e 2019
A posse da jornalista e ex-atriz pornô Deyci Alejandra Omaña Ortiz, conhecida como Amaranta Hank, no Senado da Colômbia, provocou intensa repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre apoiadores e críticos. Integrante do partido de esquerda Pacto Histórico, legenda do presidente Gustavo Petro, a parlamentar assumiu o mandato na segunda-feira (20) representando o departamento de Norte de Santander para a legislatura de 2026 a 2030.
Amaranta Hank atuou na indústria de filmes adultos entre 2017 e 2019, antes de ingressar na política. Aos 33 anos, ela afirma que pretende defender direitos trabalhistas, proteção legal e acesso à seguridade social para profissionais do entretenimento adulto. Após o resultado das eleições, a senadora declarou que a sociedade consome esse tipo de conteúdo, mas nega espaço de poder às pessoas que trabalharam no setor. Ela também rebateu críticas sobre sua trajetória profissional, questionando por que uma mulher com esse histórico não poderia disputar e exercer um cargo eletivo.
Além dessa pauta, Ortiz afirma que concentrará seu mandato em temas como saúde mental, prevenção ao abuso sexual e combate à exploração de pessoas vulneráveis. Ao responder às críticas, citou exemplos de outras figuras que fizeram a transição da indústria pornográfica para a política, como a italiana Cicciolina, ex-deputada no Parlamento da Itália, e lembrou que, no Brasil, o atual vereador de Cotia (SP), Alexandre Frota, também teve passagem pelo setor antes de exercer mandato como deputado federal.
A chegada da nova senadora ao Congresso colombiano provocou reações opostas nas redes sociais. Enquanto parte dos usuários defende que o passado profissional não deve servir como critério para avaliar a capacidade política de uma pessoa, outros criticam suas posições sobre a indústria do sexo e afirmam que o partido poderia ter escolhido uma representante com outra trajetória na defesa dos direitos das mulheres. O caso reacendeu o debate sobre preconceito, representatividade e os limites entre a vida profissional anterior de um político e sua atuação no serviço público.