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Mensagens à família de bebê morto em creche são alvo de investigação

Comunicação da creche é analisada pela Polícia Civil, enquanto investigação apura possível falha na supervisão e circunstâncias da morte do bebê de 1 ano e 4 meses

Peter Lucca

As mensagens enviadas pela Creche Luz do Brás ao pai de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, passaram a integrar a investigação sobre a morte da criança, ocorrida na última quarta-feira (22), na região central de São Paulo. Nos avisos, a unidade informou apenas que o bebê havia "passado mal" e estava sendo levado para atendimento médico, sem mencionar a gravidade do acidente.

Segundo o advogado da família, Erson de Oliveira, a comunicação levou os pais a acreditarem que o filho apenas recebia atendimento médico. Ele afirmou que a forma como a creche informou o ocorrido também será analisada durante as investigações.

Abdoulaye morreu após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede enquanto participava de uma atividade na creche. De acordo com o boletim de ocorrência, ele permaneceu preso por cerca de sete minutos, foi socorrido e levado à UPA Mooca, mas não resistiu.

O caso é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás) como homicídio culposo. Cinco funcionários da unidade, incluindo a diretora, são investigados. A Polícia Civil também analisa imagens das câmeras de segurança e aguarda laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML).

O advogado da família afirma que o bebê estava sem supervisão porque funcionários participavam de uma confraternização pelo aniversário da diretora no momento do acidente. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que instaurou procedimento administrativo para apurar o caso, mantém a sala onde ocorreu o acidente interditada e presta assistência à família. A pasta afirmou ainda que, caso sejam confirmadas irregularidades, poderá descredenciar a organização responsável pela administração da creche.

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