Carmen Lúcia diz que novas críticas às urnas eletrônicas têm menor impacto e chama ataques de "resmungo"
O tribunal também sustenta que o sistema conta com diversas etapas de auditoria e mecanismos de fiscalização por instituições e entidades independentes.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou nesta quinta-feira (23) que os recentes questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas têm impacto menor do que as críticas registradas durante as eleições de 2022. A declaração foi feita durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), onde classificou os novos ataques ao sistema eleitoral como um "resmungo" e uma "arenga".
Ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia disse ter "absoluta certeza" da segurança, transparência e confiabilidade das urnas eletrônicas. Segundo a ministra, o sistema de votação foi consolidado ao longo dos anos e conquistou a confiança da maioria dos eleitores brasileiros.
As declarações foram dadas após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltar a questionar a segurança das urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores. O parlamentar mencionou suspeitas envolvendo a empresa venezuelana Smartmatic ao comentar o sistema de votação brasileiro.
Em resposta às alegações, o Tribunal Superior Eleitoral reforça que as urnas eletrônicas são desenvolvidas, operadas e fiscalizadas pela própria Justiça Eleitoral, sem qualquer vínculo com a empresa Smartmatic, citada por Flávio Bolsonaro. O tribunal também sustenta que o sistema conta com diversas etapas de auditoria e mecanismos de fiscalização por instituições e entidades independentes.