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Alagoas
Avanços na ciência

Tratamento com Polilaminina traz esperança a mais pacientes com lesão medular dentre eles o alagoano Jordan

Arthur Vieira

A Polilaminina, terapia experimental desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem renovado a esperança de pacientes com lesão medular ao apresentar resultados promissores na recuperação de movimentos. Entre os beneficiados está o alagoano Natalício Jordan, de 32 anos, primeiro paciente do estado a receber a molécula, além do jovem Cauan de Lima, de 20 anos, que voltou a movimentar os pés após o tratamento.

A tecnologia atua como uma espécie de “ponte biológica”, estimulando a regeneração das conexões nervosas e favorecendo a comunicação entre o cérebro e os membros afetados. Embora ainda esteja em fase de ensaios clínicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a terapia já tem apresentado resultados considerados animadores por pesquisadores e equipes médicas.

Em Alagoas, Jordan recebeu a aplicação da Polilaminina no fim de maio, após sofrer uma lesão medular completa em um grave acidente de trânsito. A mobilização para garantir o tratamento partiu da esposa, Vanessa Leodino, que reuniu documentação, buscou a autorização da Anvisa e articulou a chegada da equipe médica responsável pelo procedimento ao estado. A aplicação foi realizada em Maceió e marcou o primeiro uso da molécula em território alagoano.

Outro caso que chamou atenção foi o de Cauan de Lima, que voltou a apresentar movimentos nos pés após receber a terapia em Santa Catarina. Os resultados reforçam o potencial da Polilaminina como alternativa para pacientes com paralisia causada por lesões medulares, embora especialistas ressaltem que ainda são necessários novos estudos para confirmar a eficácia e a segurança do tratamento antes de sua utilização em larga escala.

Enquanto o acompanhamento clínico dos pacientes segue em andamento, pesquisadores destacam que a molécula representa um dos avanços mais promissores da medicina regenerativa brasileira, abrindo novas perspectivas para pessoas que, até pouco tempo, tinham poucas possibilidades de recuperação.

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