Ministro do STF indicado por Bolsonaro rebate fala de Flávio sobre urnas eletrônicas: "integridade eleitoral"
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a rebater, nesta quarta-feira (22), a informação de que as urnas eletrônicas brasileiras seriam fabricadas pela empresa Smartmatic, responsável pelo fornecimento de equipamentos para a Venezuela. Em nota, a Corte reiterou que o sistema de votação do Brasil foi desenvolvido por técnicos da Justiça Eleitoral e que a fabricação das urnas é realizada pela Positivo Tecnologia.
"As democracias devem investir com igual intensidade ou ainda mais, para proteger aquilo que constitui seu patrimônio político fundamental: a vontade soberana do cidadão. Essa visão explica porque o Brasil desenvolveu, ao longo das últimas décadas, uma das mais sofisticadas estruturas de integridade eleitoral existentes no mundo. Entre as grandes democracias, o Brasil é, sem dúvida, o único país do mundo que combina em escala nacional: votação eletrônica, identificação biométrica de praticamente todo o eleitorado, abertura dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para fiscalização, testes públicos de segurança conduzidos por especialistas independentes, auditorias realizadas antes, durante e depois da votação, observação eleitoral nacional e internacional e ampla participação de partidos políticos, instituições públicas e entidades técnicas nos mecanismos de controle. Tudo isso afora a apuração em tempo recorde no território de dimensões continentais e eleitorado superior à população de muitos outros países."
A manifestação ocorre após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmar, durante encontro com embaixadores promovido pelas empresas The Brazilian Report e Novo Selo Comunicação, que a Smartmatic estaria ligada ao sistema eleitoral brasileiro. Segundo o TSE, essa informação é falsa e já havia sido esclarecida em publicações divulgadas pela Corte desde 2020.
Em junho, durante evento com embaixadores, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, também defendeu a segurança das urnas eletrônicas. Na ocasião, afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é submetido a processos de fiscalização, auditoria e testes públicos, garantindo transparência e confiabilidade ao processo de votação.