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Política
ECONOMIA!

Tarifas dos EUA devem continuar pressionando o Brasil, avalia Zeina Latif

Economista afirma que disputa envolve interesses geopolíticos e minerais críticos, além das relações comerciais

Peter Lucca

As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros devem continuar impactando o comércio internacional nos próximos anos, independentemente de quem esteja na Presidência norte-americana. A avaliação é da economista Zeina Latif.

Segundo Zeina, a pressão dos EUA vai além da balança comercial, já que o Brasil importa mais do que exporta para o mercado norte-americano. “Importamos mais do que exportamos e nem de longe ameaçamos a economia americana”, afirmou.

Para a economista, a estratégia dos EUA também está ligada ao interesse em terras raras e minerais críticos brasileiros. “Se eu estiver correta nessa leitura, pode mudar o presidente, mas o Brasil vai continuar sentindo essa pressão”, disse.

Apesar do cenário, Zeina avalia que o impacto sobre a economia brasileira tende a ser limitado, pois o país tem baixa dependência das exportações e consegue redirecionar parte das vendas para outros mercados. Ela destacou que, no primeiro semestre, as exportações para os EUA caíram 13%, enquanto os embarques para o restante do mundo cresceram em ritmo superior.

A economista também atribuiu o endurecimento da política comercial norte-americana à relação do Brasil com a China. Segundo ela, os EUA buscam conter o avanço econômico chinês e pressionar países com fortes laços comerciais com Pequim. “Talvez o endereço não seja exatamente o Brasil, mas o resultado é essa incerteza que se insere no país”, afirmou. Além disso, defendeu ampliação dos acordos comerciais brasileiros para reduzir dependência de poucos parceiros e ampliar acesso a novos mercados.

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