Trump ameniza acusação contra China sobre interferência eleitoral nos EUA
Presidente diz que suposta violação ocorreu no passado e afirma que EUA e China realizam ações semelhantes de inteligência
Cinco dias após acusar a China de promover o “maior comprometimento de dados eleitorais da história”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou o tom e afirmou, nesta terça-feira (21), que o episódio ocorreu há muito tempo e que a situação já ficou no passado.
Na semana anterior, Trump havia alegado que Pequim obteve ilegalmente 220 milhões de registros de eleitores americanos desde 2020, classificando o caso como um “pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”. Agora, disse acreditar que “a China talvez seja um pouco diferente hoje do que era naquela época”.
O presidente também relativizou a acusação ao afirmar que os dois países realizam operações semelhantes. “Eles fazem coisas contra nós e nós fazemos coisas contra eles. Vou ser honesto, nós também fazemos coisas contra eles. Não é uma via de mão única”, declarou.
Apesar de afirmar que o tema será discutido com autoridades chinesas, Trump não anunciou sanções ou outras medidas contra Pequim. Enquanto isso, a Casa Branca mantém os preparativos para a visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro.