Em leito de hospital, presidente da Câmara de vereadores de Novo Lino rebate prefeita
De acordo com relatos apresentados aos vereadores, alguns funcionários teriam sofrido retenções que variam de cerca de R$ 150 a até R$ 1 mil nos vencimentos.
O presidente da Câmara Municipal de Novo Lino rebateu as críticas da prefeita após a rejeição do projeto de suplementação orçamentária encaminhado pelo Executivo. Segundo o parlamentar, a gestora deixou de informar que o pedido autorizava o remanejamento de R$ 36 milhões entre as secretarias municipais, valor que, segundo ele, exige maior transparência antes de qualquer aprovação.
“A amiga prefeita ficou faltando dizer o valor que ela pediu. Foi simplesmente uma ‘micharia’ de R$ 36 milhões para remanejar entre as secretarias do município. Então, antes que a prefeita peça esse remanejo, ela deveria nos mostrar, principalmente à Câmara”, afirmou o presidente do Legislativo.
A decisão da Mesa Diretora ocorreu em meio às cobranças por esclarecimentos sobre descontos realizados nos salários de servidores efetivos e contratados. De acordo com relatos apresentados aos vereadores, alguns funcionários teriam sofrido retenções que variam de cerca de R$ 150 a até R$ 1 mil nos vencimentos, situação que levou o Legislativo a solicitar informações detalhadas sobre a legalidade dos descontos e a destinação dos valores.
Os vereadores afirmam que a rejeição do projeto não representa oposição à administração municipal, mas o cumprimento do papel fiscalizador da Câmara. A Mesa Diretora defende que, antes da aprovação de novos pedidos envolvendo recursos públicos, o Executivo apresente informações que garantam transparência na aplicação do orçamento e respeito aos direitos dos servidores.