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Política

"Não confio no chefe da PF", afirma Flávio Bolsonaro ao rejeitar proteção da corporação

Pré-candidato à Presidência afirma não confiar na direção da Polícia Federal e diz que solicitará que os agentes sejam direcionados pela investigação sobre fraudes do INSS

Redação Agora Alagoas

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou que não utilizará a equipe de segurança oferecida pela Polícia Federal aos candidatos durante a campanha eleitoral. Em publicação nas redes sociais, ele justificou a decisão afirmando que não confia na atual direção da corporação e disse temer a presença de possíveis "infiltrados" em sua campanha.

Ao explicar a decisão, Flávio declarou que prefere abrir mão da proteção oficial por considerar que há falta de confiança na gestão da Polícia Federal. O senador também afirmou que pedirá que os agentes que poderiam atuar em sua segurança sejam deslocados para reforçar as investigações sobre as fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na mesma publicação, o parlamentar voltou a cobrar investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e afirmou que o foco da Polícia Federal deve ser a recuperação dos recursos desviados dos beneficiários do INSS. Flávio ainda ressaltou que já conta com segurança particular e utiliza colete à prova de balas durante compromissos públicos.

Enquanto isso, a Polícia Federal informou que inicia uma operação especial para garantir a segurança dos candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A estrutura contará com até 458 servidores, veículos blindados, equipamentos especializados e efetivo definido conforme o nível de risco de cada candidatura, assegurando que todas recebam tratamento com os mesmos critérios técnicos.

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