PM aposenta oficialmente tenente-coronel acusado de matar a esposa
Militar passa para a reserva e receberá remuneração pela SPPrev; benefício poderá ser reduzido caso ele perca a patente
A Polícia Militar de São Paulo publicou o decreto que oficializa a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Com a medida, o oficial passa para a reserva da corporação e deixa de receber pela PM, passando a ter a remuneração paga pela São Paulo Previdência (SPPrev).
Segundo a corporação, a aposentadoria ocorreu conforme os critérios legais. No entanto, a PM informou que o benefício poderá ser reduzido caso o militar seja condenado pela Justiça Militar à perda do posto e da patente. Nessa hipótese, a aposentadoria poderá ser recalculada pelo regime comum de previdência.
Geraldo Leite responde a um processo no Conselho de Justificação da Polícia Militar, que pode resultar em sua expulsão da corporação. A instituição informou que eventuais cortes na remuneração dependem de decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.
O tenente-coronel está preso e é réu pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Segundo as investigações, ele teria forjado a morte da esposa, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, na capital paulista. Os inquéritos das polícias Civil e Militar já foram concluídos e encaminhados à Justiça.