Filhos, médicos e advogados lideram lista de visitas a Bolsonaro durante prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 185 visitas nos quatro meses em que cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A relação, divulgada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inclui filhos, médicos, fisioterapeuta, advogados e prestadores de serviço, e embasou a decisão que restringiu novas visitas e proibiu manifestações político-eleitorais do ex-presidente.
Segundo os registros, os filhos de Bolsonaro realizaram 31 visitas ao longo do período. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve na residência 18 vezes como filho e também compareceu em outra ocasião acompanhado da esposa e da filha. Já Carlos Bolsonaro visitou o pai 11 vezes, enquanto Jair Renan Bolsonaro esteve na casa em duas oportunidades.
A equipe médica foi quem mais frequentou o imóvel. Os três médicos responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente realizaram 70 visitas, enquanto o fisioterapeuta compareceu 17 vezes, conforme autorização judicial para sessões periódicas. Os advogados também tiveram acesso regular ao local, somando 64 visitas. O advogado João Henrique Nascimento de Freitas foi o que mais esteve com Bolsonaro, com 29 encontros.
Além dos profissionais de saúde e da defesa, Bolsonaro recebeu visitas pontuais de um cabeleireiro, uma funcionária de cartório, eletricista, técnicos em refrigeração e outros prestadores de serviço autorizados pela Justiça.
Na decisão que restringiu novas visitas, Moraes afirmou que a suspensão temporária não caracteriza incomunicabilidade e destacou que as condições da prisão domiciliar do ex-presidente são mais favoráveis do que as enfrentadas pela maioria da população carcerária. O ministro também concluiu que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao participar da elaboração de um manifesto posteriormente divulgado nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, o que motivou a proibição de novas manifestações político-eleitorais e a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador ao pai.