A filha de Ana Paula Oliveira da Silva, mulher que morreu após ser atacada pelo ex-companheiro em Alagoas, usou as redes sociais para denunciar uma suposta negligência no atendimento prestado pelo Hospital Geral do Estado (HGE). No vídeo, Amanda afirmou que a mãe, que teve cerca de 90% do corpo queimado no crime ocorrido em 26 de junho, permaneceu por dias na área vermelha da unidade sem conseguir uma vaga na UTI e sem receber o tratamento que, segundo ela, era necessário.

Amanda relatou que a vaga na terapia intensiva só foi liberada após uma manifestação organizada pela família em frente ao hospital. Segundo ela, depois da transferência para a UTI, os familiares descobriram que Ana Paula ainda não havia iniciado o uso de antibióticos. A filha também afirmou que um procedimento informado inicialmente pela equipe médica não teria sido realizado e acusou o hospital de negar parte do prontuário referente ao período em que a paciente permaneceu na área vermelha.

No relato, Amanda ainda citou uma queda de energia na unidade enquanto a mãe estava internada e disse ter sido intimidada durante a busca por informações sobre o estado de saúde da vítima. Ao final do vídeo, ela pediu apoio para que o caso seja investigado e cobrou responsabilização, utilizando a hashtag #JustiçaPorAnaPaula. Até o momento, o HGE e a Secretaria de Estado da Saúde não haviam se manifestado sobre as acusações feitas pela família.