SUS vai oferecer testosterona para homens com deficiência hormonal; entenda quem terá direito
Novos tratamentos para homens e adolescentes com hipogonadismo devem chegar à rede pública em até seis meses.
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai passar a oferecer novos tratamentos hormonais para pessoas com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, uma doença que impede o organismo de produzir hormônios sexuais em quantidade suficiente. A novidade inclui medicamentos à base de testosterona para homens e adolescentes do sexo masculino, além de um adesivo de estradiol para meninas com a mesma condição. Os tratamentos devem estar disponíveis na rede pública em até 180 dias.
Nos homens, a testosterona será utilizada para repor o hormônio quando houver deficiência comprovada. Já nos adolescentes, o tratamento ajudará a estimular o início da puberdade quando ela não acontece de forma natural por causa da doença. Para as meninas, o SUS oferecerá um adesivo de estradiol, que libera o hormônio gradualmente pela pele e auxilia no desenvolvimento da puberdade.
O hipogonadismo é uma condição em que o corpo produz pouca testosterona, nos homens, ou pouco estrogênio, nas mulheres. No tipo hipogonadotrófico orgânico, o problema está em regiões do cérebro responsáveis por estimular os ovários e os testículos. A doença pode causar atraso na puberdade, infertilidade, diminuição da libido, perda de massa muscular e enfraquecimento dos ossos.
O Ministério da Saúde destaca que a testosterona só deve ser usada em pacientes que realmente apresentam deficiência hormonal comprovada. O uso do hormônio para fins estéticos, como ganho de massa muscular, emagrecimento, aumento da disposição ou rejuvenescimento, não é recomendado por especialistas e não possui comprovação científica para essas finalidades.