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Política

Governo Lula enfrenta impasses em projetos prioritários a duas semanas do recesso e tem calendário apertado até eleição

Felipe Pimentel

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá duas semanas antes do início do recesso parlamentar para destravar o andamento de projetos de interesse do Palácio do Planalto no Congresso e evitar que sejam aprovadas propostas de alto impacto nas contas públicas, as chamadas pautas-bomba. O semestre legislativo se encerra no próximo dia 17 e a tendência é que o Parlamento fique esvaziado a partir de agosto, com o início do processo eleitoral, quando deputados e senadores intensificam sua atuação nos estados.

Diante do calendário apertado, articuladores de Lula no Congresso falam em dar prioridade a temas de maior interesse ao Planalto que estão hoje parados no Senado. O afastamento do chefe da República com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no entanto, é um desafio a mais, já que o senador sinalizou a auxiliares do petista que alguns temas só deverão andar após uma conversa entre as duas autoridades.

Lula e Alcolumbre se afastaram após o Senado impor derrota histórica ao petista com a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), no fim de abril. Desde então, não conversaram mais, e aliados de Lula dizem que ele não esconde o descontentamento com o senador.

A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou publicamente que buscará restabelecer a relação institucional dos dois chefes dos Poderes. Apesar disso, governistas dizem que, na impossibilidade de votar essas propostas prioritárias, o Executivo deve ao menos intensificar a discussão delas. É o caso, por exemplo, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1, prioridade número 1 de Lula, diante da possibilidade de se tornar uma marca de sua gestão e vitrine para sua campanha de reeleição à Presidência.

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