Famílias ocupam Palácio do Governo e cobram destinação das terras da Laginha e Guaxuma para agricultores
O protesto reúne integrantes de movimentos sociais, entre eles o MST, a Frente Nacional de Luta (FNL) e a Via do Trabalho.
Cerca de 4 mil famílias de agricultores familiares iniciaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (6) em frente ao Palácio do Governo, no Centro de Maceió. Os manifestantes cobram do Governo de Alagoas uma definição sobre a destinação das terras das usinas Laginha e Guaxuma para reforma agrária e pedem a suspensão das ações de reintegração de posse.
O protesto reúne integrantes de movimentos sociais, entre eles o MST, a Frente Nacional de Luta (FNL) e a Via do Trabalho. Segundo os organizadores, as famílias ocupam as áreas há mais de 15 anos e reivindicam o cumprimento de acordos firmados anteriormente para garantir a permanência dos agricultores nos imóveis que integram a massa falida do Grupo Laginha.
Durante a mobilização, representantes dos movimentos afirmaram que há preocupação com a possibilidade de despejo das famílias, que vivem e produzem nas terras há mais de uma década. Eles também cobram uma posição do Governo do Estado, do Governo Federal, do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário sobre a regularização das áreas.
Os manifestantes informaram que pretendem permanecer em frente ao Palácio do Governo até serem recebidos pelas autoridades e obterem uma resposta às reivindicações. Até o momento, o Governo de Alagoas não havia se pronunciado sobre a pauta apresentada pelos agricultores.