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Defesa de Bolsonaro deve entregar armas nesta segunda, mas pede esclarecimentos a Moraes sobre transporte

A entrega das armas foi determinada por Moraes na última sexta-feira, ao decidir manter a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.

Felipe Pimentel

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que cumprirá nesta segunda-feira a determinação para entregar à Polícia Federal as armas registradas em nome do ex-presidente. Ao comunicar o cumprimento da decisão, porém, os advogados pediram que Moraes esclareça se será necessária uma autorização específica para transportar os armamentos atualmente sob custódia do Exército até a Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.

Na petição protocolada na última sexta-feira, a defesa afirma que pretende realizar "já na próxima segunda-feira" a retirada das armas que estão acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, para apresentação imediata à Polícia Federal. Os advogados informam que um dos representantes da equipe jurídica, acompanhado de um segurança, ficará responsável por retirar o armamento e fazer a entrega à PF.


Os advogados informam que seis das oito armas relacionadas na decisão de Moraes permanecem acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, e serão levadas à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. As outras duas, uma carabina/fuzil Caracal calibre 5,56 e uma pistola Caracal calibre 9 mm, já haviam sido entregues à Polícia Federal em 24 de abril de 2023, em cumprimento a determinações do Tribunal de Contas da União (TCU), motivo pelo qual não precisarão ser apresentadas novamente.

A entrega das armas foi determinada por Moraes na última sexta-feira, ao decidir manter a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.

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