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Cabo Bebeto cobra revisão das audiências de custódia após terceiro arrombamento em clínica veterinária de Maceió

Para o parlamentar, a repetição dos crimes demonstra que o problema da Segurança Pública não se restringe à atuação das forças policiais

Gabriel Cabral

O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) voltou a defender a revisão das audiências de custódia após o terceiro arrombamento registrado neste ano em uma clínica veterinária de Maceió. Para o parlamentar, a repetição dos crimes demonstra que o problema da Segurança Pública não se restringe à atuação das forças policiais, mas envolve todo o sistema de responsabilização criminal.

Segundo Cabo Bebeto, a Polícia Militar e a Polícia Civil têm desempenhado seu papel, realizando prisões e investigações, mesmo diante das dificuldades para identificar suspeitos que, muitas vezes, não portam documentos e utilizam identidades falsas ou imprecisas.

“O problema deixou de ser apenas caso de polícia. As forças de segurança fazem seu trabalho, prendem quando conseguem, mas a população vê essas pessoas retornarem às ruas e voltarem a praticar os mesmos crimes. Quem paga essa conta é o cidadão de bem”, afirmou.

Para o deputado, o fato de uma mesma clínica veterinária ter sido alvo de três arrombamentos em poucos meses evidencia um cenário de reincidência que gera prejuízos financeiros, insegurança e desânimo entre comerciantes e empreendedores.

“A Polícia prende, o Judiciário libera, o criminoso volta a delinquir, a Polícia precisa agir novamente e a vítima acumula mais prejuízos. Esse ciclo alimenta a sensação de impunidade e deixa a população sem acreditar que haverá uma solução”, disse.

Cabo Bebeto também alertou para o risco de que a falta de confiança no sistema de Justiça estimule reações por parte de cidadãos.

“É justamente para evitar que as pessoas pensem em fazer justiça com as próprias mãos que o Estado precisa dar respostas efetivas. A lei deve proteger o cidadão honesto e responsabilizar quem insiste em cometer crimes”, declarou.

Ao final, o parlamentar reafirmou seu posicionamento favorável à revisão das audiências de custódia, especialmente nos casos de reincidência.

“É preciso aperfeiçoar esse modelo. Garantir direitos fundamentais é indispensável, mas também é necessário impedir que criminosos reincidentes continuem fazendo novas vítimas. A sociedade espera um sistema que proteja quem trabalha e respeita a lei”, concluiu.

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