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CRIME

Diarista é presa após confessar matar casal de idosos

Em depoimento, a diarista relatou que foi ao apartamento prestar serviço de limpeza e, ao ver joias, dinheiro e relógios no quarto do casal, decidiu sedá-los para roubar os bens

Redação Agora Alagoas

Uma diarista de 30 anos, identificada como Paola Stefany Neto Cirino, foi presa na noite desta quarta-feira (1º), em Itabira (MG). Ela confessou à polícia ter matado um casal de idosos que foram encontrados mortos em um apartamento no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. Segundo o delegado Gustavo Barletta, a suspeita demonstrou forte instabilidade emocional durante o depoimento, com falas confusas, e chegou a pedir perdão à família das vítimas. A equipe localizou Paola em um hotel na cidade mineira e a encontrou aos prantos, junto do filho, sem oferecer resistência à prisão.

Em depoimento, a diarista relatou que foi ao apartamento prestar serviço de limpeza e, ao ver joias, dinheiro e relógios no quarto do casal, decidiu sedá-los para roubar os bens. Para isso, teria misturado quatro comprimidos de um medicamento controlado, usado em seu tratamento contra depressão, em um suco, o que fez as vítimas adormecerem entre 30 e 40 minutos depois. Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, advogado, teria despertado durante o furto e reagido à ação da suspeita.

Diante da reação da vítima, Paola teria pegado uma faca na cozinha e o atacado; ela disse não lembrar quantos golpes aplicou, mas a perícia contabilizou mais de 40 perfurações. Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ainda sob efeito da sedação, também foi morta. A suspeita afirmou ouvir "vozes" que a mandavam matar o casal. Depois, teria se limpado, usado roupas de uma das vítimas e higienizado a faca antes de recolher os pertences de valor.

A Polícia Civil apurou que cerca de R$ 18 mil, joias e relógios foram levados do apartamento, e parte já foi recuperada. Na fuga, Paola teria ido de carro até a Praça Sete, no Centro de BH, e a polícia procura o motorista que fez a corrida. Segundo ela, o crime teve motivação financeira mesmo com uma dívida de R$ 40 mil já quitada, queria dinheiro para gastar, e se declarou viciada em jogos e compras. O filho da suspeita foi entregue à família, e o caso segue em investigação.

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