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Prejuízo

Dívida superior a R$ 9 milhões da Sesau ameaça fornecimento de oxigênio para hospitais estaduais

O fornecimento começará a ser desmobilizado a partir desta sexta-feira (3), conforme decisão da 16ª Vara Cível da Capital.

Redação Agora Alagoas

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) acumula uma dívida superior a R$ 9 milhões com a White Martins, responsável pelo fornecimento de gases medicinais, incluindo oxigênio, aos hospitais da rede estadual. Segundo a empresa, o débito se arrasta há mais de três anos e, diante da falta de pagamento e da ausência de uma solução por parte da pasta, o fornecimento começará a ser desmobilizado a partir desta sexta-feira (3), conforme decisão da 16ª Vara Cível da Capital.

De acordo com a White Martins, mesmo sem receber pelos serviços prestados durante todo esse período, a empresa manteve o abastecimento regular às unidades de saúde para evitar prejuízos à assistência dos pacientes. Agora, a companhia afirma ter elaborado um plano de transição para garantir que o novo fornecedor, contratado pela Sesau por meio de licitação realizada em dezembro de 2025, assuma o serviço de forma segura.

A empresa informa que enviou mais de 30 notificações à Secretaria de Saúde cobrando a regularização da dívida, mas não recebeu retorno. Além disso, afirma ter solicitado diversas reuniões com o secretário de Saúde, Gustavo Pontes, e integrantes da equipe gestora, sem que fosse apresentada uma solução para o impasse.

A White Martins também protocolou, em 25 de junho deste ano, um pedido de audiência em caráter de urgência com o governador Paulo Dantas para discutir a desmobilização do fornecimento de gases medicinais e o cronograma de transição para o novo fornecedor. Segundo a empresa, o pedido também não foi respondido.

Ainda conforme a companhia, acordos firmados na Justiça, que previam um plano para regularização dos débitos e a formalização de um contrato emergencial, também deixaram de ser cumpridos.

A empresa sustenta que esgotou todas as tentativas de negociação antes de iniciar a desmobilização do serviço e afirma que continuará colaborando para que a transição ocorra sem comprometer o atendimento aos pacientes da rede estadual.

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