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POLÍTICA

PF diz que venda de imóvel apresentada por Sóstenes não comprova origem de R$ 468 mil em espécie

Marianna Carvalho

A Polícia Federal apontou "inconsistências financeiras" e "ausência de lastro bancário" na negociação de um imóvel apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para justificar a origem dos R$ 468 mil encontrados em sua residência, durante uma operação realizada em dezembro do ano passado.

Nesta quarta-feira (1), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas ligadas ao parlamentar, na terceira fase da Operação Rent a Car. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos de cotas parlamentares e indica que a transação imobiliária utilizada como explicação para o dinheiro apresenta sinais de irregularidades e incompatibilidade financeira.

Em resposta, Sóstenes negou qualquer ilegalidade, afirmou que os valores têm origem lícita e declarou ser vítima de perseguição política por liderar o maior partido de oposição na Câmara dos Deputados. O caso envolve apurações sobre suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

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