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Ação da PF

PF mira Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio em nova fase de operação contra o Comando Vermelho

Investigação apura suposto vazamento de informações sigilosas para a facção criminosa e esquema de lavagem de dinheiro ligado à Máfia do Cigarro

Arthur Vieira

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), mais uma fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV) e crimes de lavagem de dinheiro relacionados à chamada Máfia do Cigarro. Entre os alvos estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio.

Márcio Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Já Bacellar e Adilsinho, que já se encontram custodiados em unidades prisionais, tiveram novos mandados de prisão cumpridos. Segundo as investigações, o nome do pastor aparece em documentos apreendidos durante a operação que levou à prisão de Adilsinho, em fevereiro deste ano.

Ao todo, agentes federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, a nova etapa da investigação foi motivada pela apreensão de planilhas e anotações atribuídas a Adilsinho. O material indicaria uma contabilidade paralela envolvendo supostos pagamentos ilícitos, doações eleitorais e movimentações financeiras utilizadas para ocultar recursos da Máfia do Cigarro. Os investigadores apuram ainda possíveis conexões do esquema com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.

A PF informou que as diligências desta quinta-feira têm como objetivo aprofundar a análise do material apreendido, rastrear o fluxo dos recursos investigados e identificar eventuais beneficiários, operadores e intermediários do suposto esquema criminoso. As investigações seguem em andamento.

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